quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

É, sonho vira realidade.

Ontem eu tive um sonho... Era tão real, tão bom. Sonhei que eu era feliz, que eu tinha tudo o que sempre quis. Tinha amor, tinha paz e tinha amigos. O que era o bastante pra mim, já que nunca me apeguei a coisas materiais. Mas, infelizmente eu acordei. E acordei com vontade. Com vontade de viver.

Não me levem a mal.

(Março/2006)

É um suplicio.
Eu tenho vontade de viver,
tenho coragem pra morrer.
Não me levem a mal,
nem a serio.
Quero algo que me faça sumir.
Quero algo que deixe meu grito abafado
e meu rosto sem lágrimas.
Quero algo em que eu possa me agarrar
a fim de não inclinar à morte.
Mas, a morte é tão bela.
Quero morrer um pouco.
Eu vivo pra morrer.
Quero descobrir se morrer me fará viver.
Agonizar em teu falso choro.
Alegrar tua vida,
com a morte de quem não lhe fará falta...
Eu?
Só assim serei.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Eu. Quero. O que?

Eu quero voltar a ser aquilo que eu nunca fui.
Aquilo que eu quis ser.
Ou até, aquilo que eu fui sem saber.
Eu sou pensamento.
Ou, mera ilusão.
Talvez eu fosse formada apenas por sonhos.
Apenas procurando ser eu.
Apenas tentando achar um sentido no que eu era, ou no que queria ser.
Era formada de devaneios, de perguntas.
Eu era uma pergunta que não sabia responder.
Eu era mais do que eu queria ser e menos do que eu tentava.
De alguma forma estranha, eu era eu.

Renatha Benevides / Priscila Ponte

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vontade.

Eu só quero algo que me faça aparecer. Preciso de algo tão grandioso que seja significativo. Algo que me faça gemer, e inúmeras vezes encolher os dedinhos do pé, algo bobo como um palhaço e barulhento como o rock and roll que eu escutava quando era criança. Perdida no espaço do tempo, eu lhe digo: Não preciso de nada! Mas, afinal o que é nada? Resposta boba para pergunta um tanto quanto complicada e estranha. Estranha é sim! Minha cabeça, algo bobo e sem precisão. Perfeita vida saudável, pessoa doente. Doente não. Problemática! Problemática sou eu, discutindo com uma amiga o quanto não consigo discutir com ninguém. Besteira é tentar explicar de fato algo explicável, porém um tanto chato de se tentar. Sou criança, tenho 17 anos e um pulmão pela metade preto. Minha vida é chata e deprimente, mas ainda consegue fazer com que eu tenha assunto para escrever neste pedaço de papel. Sempre gostei de andar de salto quinze na beira do penhasco, convidar a morte para um jogo de azar, desafios constantes. Mas, como hoje não tenho nenhum... Me deito, e vou dormir.


Renatha Benevides / Lorena Teles

tempo, sem tempo.

Eu preciso de você.
Se você for bebida, que eu fique bêbada.
Se você for droga, que eu viva chapada.
Se for você, que eu esteja ao seu lado.
Sei que relacionamentos têm começo, meio e fim.
E apesar de nunca termos começado, já estamos no meio.
Desenvolvimento, sem começo, e até agora, sem fim.

"O amor é um espaço em que todas as emoções são vividas."

sábado, 3 de janeiro de 2009

sons.

Eu gosto do silêncio. Gosto de ouvir os sons dele. Já pararam pra ouvir? Está tudo em silêncio aqui... Escuto o barulho das árvores. Eu caio no mundo real, apenas quando alguém passa fazendo um barulho estrondoso. Eu gosto do barulho das manhãs, das árvores, dos pássaros.. Dos meus sons. Eu gosto do barulho do vento passando pela janela, e dos gatinhos perdidos andando sobre o muro. Eu gosto do barulho das folhas tirando os pássaros de seus ninhos, eu gosto do cheiro do café e da cor do céu. Eu gosto do cheiro do céu... Eu gosto da cor do café. Eu gosto dos gatinhos. Eu gosto do arco-íris quando ele aparece timidamente atrás das nuvens, eu gosto do riso das crianças no parquinho. Eu gosto dos pirulitos coloridos e do mar ao pôr-do-sol. Eu gosto dos sons. De todos os sons. Desde o som das ondas do mar a buzinas de carros, que aos meus ouvidos... Tornam-se doces cantos de aves. Eu gosto de todas as cores, desde as quentes até as frias. Cada uma tem seu encanto, cada uma tem seu valor. Cada cor tem sua flor, e cada uma enfeita a vida do jeito que ela deve ser. Eu gosto de todas as cores que enfeitam a vida, mas respeito àquelas que homenageiam a morte.

Nah e Pri.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Obrigada, Pedro ¬¬

Desafio enviado pela Leite Moça, e agora respondido!

As regras:

1 - Agarrar o livro mais próximo

2 - Abrir na pág. 161

3 - Procurar a 5ª frase completa

4 - Colocar a frase no blog

5 - Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro!
Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.

6 - Passar para 5 pessoas.


Respostas:


Livro:
Promiscuidades - A luta secreta para ser mulher (Naomi Wolf)

Frase:
..."Fiquei com um pouco mais do que era necessário para a passagem de ônibus."

Pessoas: não vou passar pra ninguém.

sábado, 20 de dezembro de 2008

...

Quem me viu, quem me vê: Adotei novos hábitos, apaguei fotos e telefones inúteis. Hoje só preservo as pessoas e coisas que me convém. No mais, ou melhor, no menos, tudo é resto, sobra, excesso, excretas. E o resultado mais-que-positivo de tudo isso é que não adquiri nenhum cabelo branco, nenhuma olheira, pés de galinha, nem mesmo minha testa enruga quando a franzo contra o sol do meio-dia. Ah, e ainda to longe de ter gastrite. Conservei somente o que é necessário, o que garante meu bem-estar e compete a minha felicidade. Melhorei bastante de um tempo pra cá. Retalhei o relacionamento familiar, já saturado, de laço roto e amarrotado. Fiz o que julgava impraticável: reuni forças para engolir o orgulho, como um remédio líquido de cheiro ruim que eu realmente precisava tomar. E, muito pelo contrário do que cheguei a imaginar, não me arrependi. Resgatei minhas energias internas, renovei o ânimo e tudo mais, graças também as minhas últimas saídas bem sucedidas e sempre super bem acompanhada. E não tenho como suportar a ideia da tristeza, pois tenho algumas fontes intermináveis de alegria, que só eu tenho o privilégio de ter. Fontes essas que eu posso citar nomes: Dinara, Vandinha, Lorena, Camila, Rebecka, Fusca, Paulinho, Gui, Moaka, Thiago. - são os dez que eu não vivo sem -

sábado, 29 de novembro de 2008

A urgência dos prazeres.

Em geral, encaro a vida como um sexo louco, selvagem e brutal. A vida te joga, te puxa, te bate, e depois do gozo quente - Esse é o ápice da vida. É quando tu consegues tudo o que tu queres - Depois do gozo quente, resta um cigarro aceso. Você volta pra casa se perguntando se aquilo valeu a pena, se sente uma puta e dorme... Pra no outro dia começar tudo outra vez. Esse é apenas o 'pós-gozo'! Um dia me disseram que o homem precisa de sexo a cada dois dias. Se a vida é sexo, e sexo é prazer, logo, um ser precisa de prazeres urgentes... E que tipo de prazeres? Quais prazeres poderiam trazer imediata satisfação? Cada pessoa tem um tipo de prazer, um tipo de satisfação. Talvez o gozo de uma seja andar de mãos dadas, enquanto a outra tem seu prazer comendo pizza gelada de madrugada. Certas pessoas estão felizes apenas em sonhar, sem realmente concretizar aquele desejo. Amar sem medo, abraçar, enfiar os pés na areia. Cada pessoa tem seu ápice, cada uma tem seu momento e seu prazer. Prazeres conseguidos a cada dois dias, prazeres de todos os dias, talvez. O fato é que no mundo apressado e complicado de hoje, onde a pressão é cada vez maior e as pessoas pensam cada vez menos em si mesmas, os prazeres têm que ser rápidos. Então, vamos observar o crepúsculo e correr atrás de todos os nossos prazeres urgentes.

Por: Priscilla e Renatha.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Não entendo.

Eu preciso de você.
- Uma dose grande e exagerada, por favor!
Suplico amor, com dor.
Sei o que és pra mim.
Não consigo falar.
Não consigo entender.
Só consigo sentir.
Pequenas palavras são tudo o que me saem:
Intensidade. Profundidade. Verdade. Infindável. Inefável.
Aqui posso usar todas as palavras que expressam grandeza e imensidão!
Acho que já é amor! 'B